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Junho é o mês da economia criativa do Nordeste

  • Foto do escritor: Eliana Farias
    Eliana Farias
  • 2 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

Começo aqui este artigo, tratando de repetir o que diz o título: “Junho é o mês da economia criativa do Nordeste”. O mês junino é tido tradicionalmente como um período fértil. E em se tratando de fertilidade, durante o mês de junho, os nordestinos empreendedores também estão colhendo no campo da geração de emprego e renda. Eles estão obtendo frutos de rendimentos no empreendedorismo, a partir da transformação das tradicionais quadrilhas juninas para as estilizadas, ricas em glamour.


Diante dessas mudanças estruturais das quadrilhas juninas, uma característica tem sido cada vez mais observada: o surgimento de uma cadeia produtiva e criativa atuando nesse cenário. Essa estrutura potencializa a economia criativa local, proporcionando modelos de negócio que se originam em atividades. São gerados produtos ou serviços que são desenvolvidos a partir do conhecimento, da criatividade ou do capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda.


Portanto, quem assiste ao espetáculo promovido pelas quadrilhas juninas estilizadas não tem ideia da cadeia produtiva que está por trás. Existem diversos tipos de profissionais contratados, todos envolvidos na produção criativa, a exemplo das costureiras, coreógrafos, serralheiros, músicos, maquiadores, puxadores, sapateiros entre outros. Além desses profissionais contratados, há investimentos na compra de tecidos, aviamentos, calçados, cenografia, iluminação, transportes para deslocamentos da quadrilha para os concursos juninos e aluguel de estúdio para ensaio e gravação dos textos usados na encenação das apresentações. Tudo isso traz impacto positivo na economia criativa, uma vez que impulsiona setores artísticos e culturais, reconhecendo o talento local e aquecendo o turismo.


Além da valorização da tradição cultural, as quadrilhas contribuem para o desenvolvimento socioeconômico das regiões. Em Alagoas, a realização de Festivais de Quadrilhas Juninas – como o "Forró e Folia” – faz com que toda uma cadeia criativa e econômica seja estimulada, a partir da procura por ateliês de costuras, salões de beleza, lojas de artesanatos e adereços, comércio, empresas do segmento musical e afins. E com essas atrações, que visam incentivar as quadrilhas dando o destaque devido às tradicionais comemorações juninas, o estado acaba atraindo inúmeros turistas.


Para se ter a ideia da importância, as quadrilhas juninas contam com apoio financeiro do Governo de Alagoas, bem como das ações do Sebrae. Isso demonstra a importância da economia criativa para o estado.


No estado, 45 grupos das cinco regiões têm registro na Liga das Quadrilhas Juninas de Alagoas (LIQAL), conforme Washington do Nascimento Machado, presidente da liga. Cada quadrilha contém cerca de 100 integrantes, aproximadamente.


Eliana Farias

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Produto Editorial, desenvolvido na disciplina Oficina de Edição de Mídia Impressa e Digital

Universidade Federal de Alagoas

Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes

Curso de Jornalismo

Maceió, 2024

Jornalista responsável: Vitor Braga (MTE 1009-AL)

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